• Maria Antonieta Voivodic

O alimento mais importante: água


Artigo da nutricionista Lígia H. Ferreiro, assessora nutricional da Escola Encontro.


Depois do oxigênio, a água é o elemento vital mais importante para a nossa sobrevivência.

Hoje em dia falamos muito sobre alimentação saudável e pouco sobre a importância da correta ingestão de água.

Normalmente o hábito de tomar água está associado com a sensação de sede. Mas a sede já é um sintoma que o organismos está desidratando.

Nossa necessidade de água varia de acordo com o peso corporal, a temperatura do ambiente e o nível de atividade física diária.

Para adultos podemos considerar entre 30-35ml por quilo de peso corporal e para as crianças a necessidade aumenta de acordo com a idade. Os lactentes que não são amamentados ao seio necessitam em média 800ml de água por dia. À partir dos 6 meses essa necessidade aumenta para 1 litro diário. Do primeiro aos 10 anos o ideal é ingerir entre 4 a 6 copos de água por dia e entre 6 a 8 copos à partir dos 11 anos.

A água representa cerca de 60% do peso total do corpo de um adulto e quase 80% do corpo de uma criança.

Ela está relacionada com praticamente todas as reações do nosso corpo e atua nos processos fisiológicos e no transporte de substâncias (oxigênio, nutrientes e sais minerais), além de proporcionar a eliminação dos resíduos para fora do corpo, bem como, a regulação da temperatura do corpo e sua proteção (membranas, articulações, feto).

Uma hidratação insuficiente está relacionada a doenças dentais, prisão de ventre, alterações no metabolismo proteico e alterações neurológicas.

Veja alguns sinais e sintomas que indicam o início da desidratação:

· Olheiras e olhos fundos;

· Boca seca;

· Aprofundamento da moleira (bebês);

· Pouca urina em intervalos longos;

· Fraqueza;

· Desânimo;

· Taquicardia.

Portanto, incentivar a criança a beber água e dar exemplo é fundamental, pois as crianças tendem a seguir os hábitos alimentares que observam em casa ou na escola. Apenas os recém-nascidos, com até 6 meses e amamentados ao seio, não precisam de água. O leite materno é completo. Neste caso, em dias muito quentes, o ideal é aumentar a oferta do leite materno.

Como a capacidade gástrica das crianças é pequena, a quantidade de líquidos durante a refeição deve ser controlada, para não atrapalhar o consumo dos alimentos sólidos. O ideal é oferecer a água nos intervalos das refeições.

O hábito de consumir muito suco e especialmente refrigerantes tende prejudicar a regulação da sede e fazer com que a criança não tenha vontade de beber água.

Para facilitar a incorporação deste hábito deixe sempre uma garrafinha de água com a criança e, se possível, o bebedouro em uma altura que a criança possa se servir sozinha.

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Incentivar a criança a beber água e dar exemplo é fundamental.

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